ARTIGO

RS: não podemos retroceder

A crise nas finanças públicas do Rio Grande do Sul é um tema antigo e desafiador para todos os governos. O que muda é a forma como esse desafio é encarado. Antônio Brito optou pelas privatizações e pelo aumento de impostos e promoveu a desastrosa negociação da dívida, aceitando o comprometimento de 13% da receita. Olívio Dutra buscou recursos extraordinários, aumentou a arrecadação em 35,2% e elevou o PIB em 9,75%. Germano Rigotto começou a usar os depósitos judiciais, promoveu o chamado tarifaço e reduziu a máquina pública. Yeda Crusius sacramentou o estado mínimo e vendeu parte do Banrisul.

Já Tarso Genro optou por um caminho oposto à tese do estado mínimo, das privatizações e dos cortes de investimentos públicos. Apostou no estímulo ao crescimento econômico, na modernização da gestão tributária para aumentar a arrecadação sem elevar impostos, na busca de recursos junto ao PAC e no sistema financeiro e na ampliação dos investimentos em saúde, educação e segurança. Também encaminhou com êxito a renegociação da dívida com um ganho de R$ 19 bilhões para o Estado.

Na prática, isso significou apertar o acelerador. Os resultados podem ser percebidos em várias frentes. A gestão Tarso assegurou um aumento de 75% nos investimentos em saúde – nunca antes havíamos atingido o percentual mínimo de 12% -, garantiu recordes de crescimento da arrecadação e

promoveu a valorização dos servidores.

A economia do Estado também respondeu de forma positiva. Nos anos de 2011 a 2013, o PIB gaúcho teve um acréscimo de 10,2%, maior do que o do Brasil que cresceu 6,4%. Já entre 2001 e 2010, quando a opção majoritária dos governos estaduais foi desacelerar, o Brasil cresceu 40,8%, e o Rio Grande do Sul, apenas, 26,4%.

Sartori optou por pisar no freio e paralisar o Estado e, passados mais de 50 dias de governo, os gaúchos não tiveram nada mais do que genéricas queixas sobre a situação financeira e nenhuma proposta objetiva para o futuro. Essa opção apenas agrava o problema e gera mais sofrimento para o povo com os cortes na saúde, na educação e na segurança. Nossa atitude será sempre a defesa de políticas públicas ativas, sob pena de apenas aprofundarmos a crise em vez de combatê-la.

Tarcísio Zimmermann, Deputado Estadual

 

 

Publicado em 25/03/2015 às 17:32

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