GRANDE EXPEDIENTE

Emoção e protesto pelo assassinato da

vereadora Marielle Franco marcou AL

nesta quinta-feira

Ronaldo Quadrado

Ronaldo Quadrado

O espaço do Grande Expediente da Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (15) foi marcado pela emoção e protestos. Parlamentares da Bancada do PT e de vários partidos de esquerda dividiram o tempo na tribuna para lembrar o assassinato da vereadora da cidade do Rio de Janeiro (RJ), Marielle FrancO (PSOL), morta a tiros na noite de quarta-feira (14), na região central da capital carioca. Além da vereadora, o motorista do veículo, Anderson Pedro Gomes morreu no local. A assessora de imprensa da parlamentar foi atingida e foi levada para um hospital próximo, onde prestou depoimento à Polícia por mais de cinco horas. Por questões de segurança, o nome da assessora não foi divulgado.

A princípio, o espaço do Grande Expediente era para ser usado pelo deputado Enio Bacci (PDT), que cedeu para a colega de bancada, Juliana Brizola (PDT) e essa com o correligionário de Marielle, o deputado Pedro Ruas (PSOL). Em acordo, a líder da Bancada do PT, deputada Stela Farias, o deputado Juliano Roso, líder do PCdoB e a deputada Regina Becker Fortunatti (REDE) usaram a tribuna na sequência. Em aparte, o deputado Tarcísio Zimmermann (PT) também se manifestou.

“Eu poderia dizer que amanhecemos chocadas e tristes, mas na verdade, muitas de nós, sequer conseguiram dormir com a notícia do brutal assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL, no Rio de Janeiro, à luz do dia, na frente de posto da Polícia Militar, executada com quatro tiros, dentro da zona de intervenção militar”, disse a líder petista, Stela Farias. A parlamentar reforçou afirmando que “foi uma vida arrancada de sua família, de sua comunidade, de suas companheiras e companheiros de luta, por uma ação vil, covarde e sobretudo, política”. Mais do que a tristeza e o luto, Stela disse que “o que sentimos é a indignação”.

A deputada Juliana Brizola (PDT) abriu o Grande Expediente falando em brutalidade social. Ela fez um resgate histórico lembrando os últimos fatos que marcaram a intervenção militar na cidade do Rio de Janeiro e a trajetória política recente de Marielle Franco. A vereadora havia sido nomeada relatora na comissão para acompanhar a intervenção federal na capital fluminense.

“A todo momento são noticiados crimes contra policiais, estudantes, operários, empresários, o que já faz parte de nossa realidade. Agora, foi uma mulher, uma lutadora por direitos do povo do Brasil”, enalteceu Juliana Brizola.

Bastante emocionado, o deputado Pedro Ruas (PSOL) disse que nesta data foi definido que em todas as esferas do Legislativo fossem realizados atos de protestos contra mais esse crime brutal. Ruas frisou que não é aceitável que a morte seja o preço para política de enfrentamento dos poderosos a favor do povo. “A morte pode estar no caminho de quem faz política séria a favor da população, mas não é necessária. No entanto, tem se tornado uma realidade dura e insuportável na trajetória de muitos militantes”, acentuou o parlamentar.

Em nome do PCdoB, o deputado Juliano Roso afirmou que “a hedionda violência que ceifou a vida da militante dos direitos humanos, vereadora de esquerda, Marielle Franco, mulher, mãe, negra, faz parte da onda permanente de agressões que tiram a vida de um grande número de mulheres, jovens e negros de nosso país.” Roso disse que o partido se soma “a todas as manifestações que exigem a mais clara, transparente, profunda e célere apuração do episódio, assim como a punição, na forma da lei, dos responsáveis”.

A deputada Regina Becker Fortunatti (Rede) leu uma nota do partido. O documento, cita que “em um cenário de intervenção, que muitos chamam de ‘limpeza’ ou ainda ‘higienização’, é difícil entender como a maioria da população acreditou que uma operação midiática como a que foi produzida, pudesse diminuir o estado de violência ao qual chegamos”. E mais: “A morte de Marielle foi para amedrontar. Foi para dar o limite do risco ao qual todos estamos expostos, principalmente as mulheres. É preciso que nos demos conta de que o estado democrático de direito está sendo ameaçado todos os dias, com a misoginia, com o racismo, com ações contra os pobres e contra os direitos humanos”.

Texto: Roger da Rosa (MTE 6956)

 

 

Publicado em 15/03/2018 às 17:48

Texto: Roger da Rosa (MTE 6956)

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