DENÚNCIA

Lideranças do PT denunciam violência à

caravana do ex-presidente Lula no Estado

Deputada Stela Farias, líder da Bancada do PT - Ronaldo Quadrado

Deputada Stela Farias, líder da Bancada do PT

Ronaldo Quadrado

As agressões à caravana do ex-presidente Lula pelo Rio Grande do Sul foram denunciadas pela líder da bancada do PT, Stela Farias, na tribuna da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (27). A deputada destacou que não há como contestar as evidências de que os ataques sofridos pelos integrantes da caravana, e contra os adeptos do pré-candidato do PT à Presidência da República, foram executados por milícias criminosas.

Ela salientou que, em várias cidades a comitiva de Lula foi recebida por antipetistas que, com pedras, revólveres e agressões físicas tentaram intimidar e interromper a caravana. Mesmo diante de inúmeras filmagens, fotografias, boletins de ocorrência e depoimentos, houve tentativas de minimizar os episódios de violência.

“A caravana demonstrou o quanto os governos do PT foram fundamentais na vida da maioria da população, historicamente ignorada por seus antecessores. Lula foi recebido com enorme carinho pela população, que reconhece nele uma liderança sensível que materializou sonhos e mudou a vida das pessoas para melhor”, disse a deputada Stela Farias.

De acordo a petista, as políticas públicas implantadas pelos governos Lula e Dilma causaram um impacto inédito na vida de gaúchos e gaúchas. Em números, ela citou que foram 406 mil famílias que deixaram de passar fome com o Bolsa Família. Além disso, mais de 90 mil famílias tiveram acesso à luz elétrica; e na Saúde, 182 ambulâncias passaram a atender 257 municípios. Na Agricultura, houve 199 mil contratos do Pronaf e mais de R$ 4 bilhões foram liberados em financiamentos para o campo. Em outra área, a da Educação, foram 143 mil bolsas de estudo do ProUni; 537 mil matrículas no Pronatec; e 104 mil contratos do Fies. “São alguns números que demonstram porque nem mesmo a intensa campanha difamatória e as acusações sem prova retiram o brilho e a popularidade do ex-presidente”, lembrou a líder petista.

Com armas e pedras

Durante a caravana, e em várias cidades por onde andou, a comitiva de Lula foi atacada com pedras e agressões físicas. Sobre esses fatos, Stela disse que o Rio Grande do Sul assistiu a cenas deploráveis, “de gente de memória curta, de lideranças que tem todo o direito de discordar, de não apoiar, mas que deveriam, no mínimo, respeitar a democracia e a importância política desse líder que o mundo reconhece e aplaude”. Stela complementou: “Ninguém é nem nunca foi obrigado a gostar, concordar ou apoiar Lula ou o PT. O que não se admite é que grupos agindo à margem da Lei, passem a agredir quem quer seja, impondo com violência, com paus, pedras e armas, a censura e o medo na população. Esse tipo de comportamento é absolutamente inaceitável e contamina toda a sociedade.”

Outra liderança petista, o deputado Tarcísio Zimmermann foi mais certeiro. Para ele, os protestos contra a caravana de Lula no estado foram atos organizados por uma milícia fascista corroborada pelo MBL e por setores do latifúndio”. Isso, conforme Tarcísio, “desgraçadamente, encontra eco nas palavras de uma senadora” (referindo-se a Ana Amélia Lemos (PP, que apoiou os protestos durante convenção partidária no final de semana). “Basta apertar um pouco para que o verniz civilizatório desapareça e o que o emerge é mesmo a figura grotesca do fascismo e da ditadura que está na alma destas pessoas”, acrescentou o deputado.

Tarcísio ainda falou que “até entendemos que uma senadora da matriz da ditadura militar apele para o uso da violência e da eliminação física”, mas afirmou que o PT não fará isso. Ressaltou que “nós sempre faremos um duro debate político, procuraremos afirmar nossas opiniões e procuraremos, também, nos educar na capacidade de respeitar o direito de todos os setores de se manifestarem democraticamente”.

Ainda em seu pronunciamento, a líder da Bancada do PT, Stela Farias disse que não se pode permitir – nem a esquerda, nem a direita, nem aqueles ditos de centro – “sermos reduzidos à barbárie por bandos criminosos e por gente covarde e irresponsável. Esse é um caminho perigoso e sem volta”, acredita.

Texto: Roger da Rosa (MTE 6956)

 

 

Publicado em 27/03/2018 às 18:06

Texto: Roger da Rosa (MTE 6956)

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