GRANDE EXPEDIENTE

Precisamos defender a Petrobras e

exigir nova política de preços dos

combustíveis, afirma Zimmermann

Ronaldo Quadrado

Ronaldo Quadrado

O espaço do Grande Expediente da sessão plenária desta quarta-feira (30), na Assembleia Legislativa, foi ocupado pelo deputado Tarcísio Zimmermann (PT), em discurso intitulado “Defender a Petrobras, e uma nova política de preços, é defender o Brasil!”.

Iniciou observando que o protesto e bloqueios por parte dos caminhoneiros, e a paralisação nacional de 72 horas dos petroleiros, a partir de hoje (30), abre espaço para discussão, em maior profundidade, de uma das políticas que deveria ser conduzida “com a máxima responsabilidade públicas pelos governos, que é a política dos combustíveis”.

Disse que o movimento dos caminhoneiros tem sua origem na desilusão. “Eles foram parte da população que serviu de massa de manobra para o golpe contra Dilma. Como outros, foram levados a acreditar que, tirando a presidenta, o Brasil melhoraria. Ao contrário, piorou na mão dos golpistas, e os caminhoneiros, como outros segmentos, sentem-se enganados. Mais. Defrontam-se com a ameaça real de se verem conduzidos à condição de miséria, assim como milhões de brasileiros”, analisou Zimmermann.

Lembrando os altos custos que envolvem o transporte por caminhão – preços dos combustíveis, prestações dos veículos, altos pedágios e baixo frete -, o deputado petista definiu como compreensível “a revolta destes motoristas. Se o movimento tem este componente de desilusão, isso não retira seu caráter de legitimidade e justeza”. No entanto, acrescentou, o que poderia ser um grito de alerta é mais uma vez manipulado pelos mesmos setores que lideraram o golpe. "As pautas dos caminhoneiros foram sequestradas para os interesses ideológicos e políticos daqueles que defendem o estado mínimo”, sublinhou.

Resumiu que, acima de tudo, estão os interesses dos especuladores e acionistas privados. “O próprio (presidente) Pedro Parente afirmou, conforme destacado na imprensa, que o objetivo da Petrobras é a geração de lucros aos acionistas”. Ou seja, agregou Zimmermann, “nada de compromissos com o desenvolvimento do país, ou com a redução dos índices de pobreza, com a energia soberana, com a geração de empregos, a partir do incentivo à produção nacional de suas plataformas e equipamentos”, apontou.

Ainda de acordo com sua manifestação na tribuna do Plenário 20 de Setembro, Zimmermann citou que as soluções apresentadas jogam seu custo sobre o povo brasileiro. “Custos que determinarão menos recursos à saúde, educação, segurança e outros direitos sagrados da coletividade mais necessitada”.

De outra parte, a paralisação dos petroleiros, segundo ele, coloca a pauta no interesse do país, na medida em que defende a Petrobras pública e a revisão da atual polítrica de preços, “que nos tornou exportadores de petróleo e importadores de gasolina e diesel. A manifestação defende o direito do povo em ter gás, gasolina e diesel mais baratos, e de ter na Petrobras uma empresa que alavanque o desenvolvimento nacional”, sintetizou.

Disse da importância da Petrobras, seu significado para o Brasil e sua capacidade de atender as necessidades energéticas para o avanço nacional. Recordou que a empresa, fundada em 3 de outubro de 1953, foi contestada logo no início pelas elites mais atrasadas do país, que torciam por seu fracasso e afirmavam não haver petróleo no Brasil.

“A empresa, ao longo do tempo, comprovou sua importância. Em 2007, a partir de pesquisa, a Petrobras confirmou descoberta histórica de enormes volumes, na camada pré-sal. Novamente, o ceticismo dos críticos apareceu, vociferando que tais volumes não estavam comprovados e, se estivessem, não poderiam ser extraídos, diante da profundidade e dos custos elevados”, recordou. Em 2016, porém, dados mostravam que a Petrobras já contava com reservas comprovadas, em campos terrestres e no pós-sal, de 9,6 bilhões de barris, colocando o Brasil, naquele momento, entre os 10 países com maiores reservas de petróleo.

“Estudos recentes, de outra parte, indicam que estas reservas vão superar os 200 bilhões de barris, riqueza superior aos 10 trilhões de dólares. Riqueza esta do Brasil, mas também da Petrobras, cujo valor patrimonial saltará, dos hoje aproximados 260 bilhões de reais, para algo muito próximo ao 1 trilhão de reais. É disso que estão atrás os grandes monopólios multinacionais do petróleo”, alertou. Mesmo diante do seu alto desempenho, não cessam as críticas à empresa, lamentou e advertiu o parlamentar. “Seu caráter público é associado a empreguismo, ineficiência, a custos elevados de produção, etc., num discurso meramente ideológico, por um lado, e criminoso por outro”, apontou Zimmermann.

"Criminoso", prosseguiu, uma vez que vem em prejuízo aos interesses do país e do povo, “ao fragilizar a empresa, ao privatizar ativos fundamentais e ao facilitar a subordinação da política energética nacional aos interesses dos monopólios internacionais”, destacou. Aliás, agregou, “não tem sido outra a ação dos golpistas, ao destruir o marco regulatório do pré-sal, ao vender, a preços vís, e em verdadeiras negociatas conduzidas por Pedro Parente, campos de pré-sal e gasodutos, ou ainda colocar para privatização quatro refinarias de petróleo, essenciais ao país, entre elas a Refap”, narrou.

Desta forma, sublinhou Zimmermann, “o problema central da crise, vivenciada atualmente e que trará impactos desastrosos à nossa economia e à vida do povo, chama-se Temer, e do preposto dos interesses privados na Petrobras, Pedro Parente. Sob seu comando, a empresa tornou-se exportadora de petróleo cru, e o Brasil importador de gasolina e diesel. Nossas refinarias, patrimônio nacional, estão há mais de um ano com ociosidade superior a 30%. De outra parte, importamos derivados, onerando produtores e consumidores”, lembrou.

Por fim, disse que os petroleiros, "de forma sábia, colocam como palavra de ordem Fora Pedro Parente, entre suas reivindicações, uma vez que defendem o Brasil, nossa soberania e nosso povo”, registrou, finalizando: “é preciso que sejam colocados, no centro da pauta de debates e reivindicações, o fim da atual política de preços dos combustíveis, do desmonte e privatização da Petrobras, a defesa da soberania nacional e da democracia”.

Em apartes, manifestaram-se os deputados Zé Nunes (PT) e Enio Bacci (PDT). Presentes, representantes do Sindipetro RS.

Fonte: Agência de Notícias ALRS

 

 

Publicado em 30/05/2018 às 15:57

Fonte: Agência de Notícias ALRS

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